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ROGÉRIO REZENDE

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  • Rogério Rezende

A Enercom Renováveis investirá R$ 1,15 bilhão em usinas solares em Luziânia e Cristalina

O governador de Goiás Ronaldo Caiado assinou protocolo de intenção (13/08) para instalação de diversas empresas no estado, com anúncio de investimentos acima de R$ 4,1 bilhões e geração de 40 mil empregos, dentre as quais está a Enercom Renováveis, geradora de energia solar



Painéis solares prontos para captação de irradiação solar


O governador Ronaldo Caiado e o secretário da Indústria, Comércio e Serviços Adonídio Neto convocaram (13/08) empresas de todo Brasil para a assinatura do protocolo de intenção em Goiás. O resultado foi o anúncio de investimentos na ordem de R$ 4,1 bilhões. Entre as empresas investidoras no setor de energia solar está a Enercom Renováveis, uma das maiores no mercado brasileiro, com projetos instalados e, em desenvolvimento, em Pernambuco, Paraíba, Piauí, Bahia e, agora, em Goiás. A empresa anunciou investimento inicial na cidade de Cristalina de R$ 250 milhões e mais R$ 900 milhões, em Luziânia, somando R$ 1,15 bilhão. As cidades de Barro Alto e Jataí também estão dentro do projeto de expansão.

Com o investimento nessas cidades, a economia irá girar através da compra de equipamentos, contratação de empresas de terraplanagem (durante a obra) e pela contratação de mão de obra local por um período de até um ano e meio. A expectativa é a criação de 1.500 empregos em Luziânia durante a obra e, na operação 100 empregos (quando estiver em funcionamento), e na cidade de Cristalina, serão 800 na obra e 40 na operação.

Para que a Enercom Renováveis possa iniciar as obras para a construção das usinas fotovoltaicas é necessário ter o processo de outorga da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), fazendas arrendadas, projetos básicos prontos (estudos de radiação solar, licenças ambientas, estudos arqueológicos do IPHAN, estudos e projetos elétricos básicos e executivos) e o parecer de acesso ao grid de energia junto aos proprietários das subestações, onde as usinas irão se conectar. No momento, segundo o diretor comercial da Enercom, Luiz Gustavo Perazzo, “é necessária a criação de uma legislação específica pra licenciamento de projetos solares perante ao órgão do Meio Ambiente. Sem ela, não é possível receber a outorga da ANEEL para poder explorar os empreendimentos. A partir daí, poderemos iniciar as obras”.


Sua conta de luz pode baixar

Atualmente, o valor da energia custa R$ 890,00 o MW/hora ao consumidor final, no estado de Goiás. No último leilão de energia do mercado regulado a Enercom comercializou energia solar a R$ 84,00 MW/hora, ou seja, 10 vezes menos, o que confirma a fama de ser a fonte de geração de energia mais barata de todo sistema. Em média, se comparada às pequenas centrais hidroelétricas e empresas de geração eólica, custo 40% e 80% a menos, respectivamente.

Com a presença da Enercom em Goiás, maior será a possibilidade de decréscimo na conta, em razão da livre concorrência de mercado entre empresas de várias fontes de energia: solar, eólica, hidráulica e térmica. A livre concorrência aumenta a competição e a tendência é a diminuição dos preços das energias ao consumidor final, beneficiando todo o sistema.

Recentemente, na última quinta-feira (13/08), a Enercom participou do primeiro leilão de compra de energia das usinas de Jirau e Santo Antônio, promovido no ambiente livre de contratação. Foram 26,3 MW médios comercializados, que correspondem a uma usina de potência do mesmo tamanho do projeto a ser implantado em Cristalina, capaz de atender a 300 mil casas por mês.




Goiás é o futuro da energia solar

Perazzo afirma que atualmente, as regiões Norte e Nordeste consomem a metade da energia que eles próprios produzem, sendo que a sobra é exportada para o Sudeste. O norte de Minas e todo Nordeste já estão tomados de projetos de energia solar e a região de Goiás é virgem, ainda em fase de implantação. Os investimentos só não aconteceram até hoje, porque a terra é mais cara que nas regiões Norte e Nordeste e por falta de fontes de financiamentos subsidiadas, como ocorre no Nordeste, através do BNB (Banco do Nordeste do Brasil).

É importante salientar que o estado de Goiás possui subestações de energia com grande capacidade de escoamento, a exemplo, a de Luziânia, com capacidade de receber 3 GW de potência em capacidade instalada. Esse volume corresponde a todos os projetos implantados em energia fotovoltaica em operação no Brasil, que tem 2,9 GW de potência implantados em operação. Isto significa que todo sistema de energia fotovoltaica, atualmente, caberia só na subestação de Luziânia. Quando ela estiver em operação, vai dar pra dobrar a demanda produzida no Brasil.

Impacto ambiental inexiste

O que é preciso para produzir a energia solar? Painéis que captam a irradiação de sol, convertem em energia elétrica através de módulos fotovoltaicos em grandes áreas planas descobertas. A Enercom Renováveis já arrendou fazendas em Luziânia e Cristalina com essas características, garantindo ao projeto zero impacto ambiental, pois são áreas já suprimidas de vegetação nativa. Inexiste a produção de carbono, de desmatamento, não há poluição sonora e nem alagamento (caso fosse proveniente de tecnologia hidráulica). Por isso, a energia solar é considerada limpa, porque não agride ao meio ambiente.

Enercom Renováveis

A Enercom Renováveis está no mercado, desde 2013, desenvolvendo projetos de geração centralizada no Norte e Nordeste do Brasil. Vários projetos da Enercom já possuem sua energia comercializada tanto no mercado livre (indústrias, grandes empresas e distribuidoras) quanto no mercado regulado através de leilões promovidos pelo Governo Federal. É uma empresa sólida, que tem diversos projetos em fase de desenvolvimento e implantação e conta com recursos de investidores internacionais, entre eles, os maiores “players” do mercado mundial.

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